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Minha Jornada

A busca por segurança vem desde os primórdios, onde o homem usava o que estava ao seu redor para sobreviver e lutar para mais um dia de vida. Nos dias de hoje não mudou tanto assim, tentamos desesperadamente aprender algo para nos proteger contra a violência que assola a sociedade. O medo e a auto sabotagem muitas vezes nos deixam cada vez mais distantes da realidade, fechando os olhos e pedindo para que não aconteça conosco algo de ruim.

 

Desta forma, desenvolvemos vários problemas de saúde como: ansiedade, depressão, medo, falta de ânimo e diversos outros problemas que devido à falta de algum suporte nos domina e acabamos por usar medicamentos e mais medicamentos. 

 

A grande verdade é que ninguém está livre destes acontecimentos e é de extrema importância estar preparado para lidar com isso, mesmo que talvez você nunca precise usar.

 

Quando me refiro a usar é usar a experiência vivida através de treinamentos, usar as estratégias, trabalhar a mente e o corpo através de respirações para controlar o seu corpo e técnicas realistas para situações extremas onde sua vida ou de terceiros estará em jogo. 

 

Isso pode ser desde um simples assédio, como uma provocação, uma simples colisão no trânsito, um bate boca até situações mais graves, porém, se você tiver um treinamento certo estará muito mais seguro, pois já aprendeu como lidar com tudo isso.

 

Quando iniciei nas artes marciais eu tinha apenas uma visão que era a minha limitação, era o que me prendia a um único ângulo, aprender a lutar para me defender. 

 


Schopenhauer tem uma frase fantástica que acabei ouvindo de um grande palestrante chamado Conrado Adholfo: “Todo homem toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo”. Fiquem expertos para não caírem neste erro que nos afoga.

 

A maioria que inicia nas artes marciais quer aprender a lutar seja para autodefesa ou para brigar. No meu caso eu queria me defender e ser respeitado pela intimidação, pelo medo, pois eu era um praticante de Kung Fu, temam minha presença! 

 

Brincadeiras a parte, quando comecei a praticar artes marciais tinha 13 anos e iniciei porque meu pai, naquela época, sempre fazia brincadeiras de luta comigo e eu sempre perdia, porque ele havia treinado Jiu Jitsu e Judô há anos, bem antes do meu nascimento.

 

Papai se estivesse vivo hoje ele teria mais de 90 anos, era um homem fantástico com uma sapiência incrível, adorava ler livros de história, velejava e sempre me dava atenção e o vilão nessa história era eu, que sempre provocava ele tentando desesperadamente vencê-lo e sempre sem sucesso.



Meu pai sempre me motivou a praticar artes marciais e quando eu tinha 13 anos conheci um amigo que adorava Kung Fu, inicialmente assisti filmes de Kung Fu Shaolin do Norte na casa dele e logo após os filmes treinávamos alguns movimentos que ele aprendia na academia, mas eu era sempre a cobaia, não só eu mais os outros amigos dele também, era uma loucura e no final não aprendíamos nada, aprendíamos que lutar com ele não era boa coisa.

 

Foi ai que resolvi ir até a academia que ele treinava, chegando lá me deparei com um treino pesado e com técnicas muito violentas, fiquei deslocado pensando que ali definitivamente não era pra mim.

 

Algum tempo depois e praticando sozinho, fiz amizade com um colega da escola que me falou que perto da casa dele tinha um professor de Kung Fu Shaolin, eu fiquei super empolgado em ir conhecer, já que era outra escola do mesmo estilo. Desta vez estava confiante e chegando lá vi pessoas mais novas que eu e outras da minha idade fazendo movimentos mais leves sem tanta brutalidade.

 

Fiz uma aula experimental e me associei de cara, não faltava uma aula e algumas vezes mesmo sem dinheiro para pegar o ônibus eu ia a pé, três quilômetros e quando conseguia uma grana emprestada com os colegas de treino eu voltava de ônibus, não era moleza não!

 

Todos os treinos eram pesados com muito exercício físico e muitas horas de técnicas de chute, além do katis (formas de luta imaginária). Aos poucos fui conhecendo o sistema e logo tive treinamento com o professor em particular que era muito cedo, como odiava acordar cedo, era uma tortura pra mim, mas depois que iniciava o treino, os vídeos de Kung Fu as músicas chinesas que ele mostrava isso me deixava cada vez mais com vontade de aprender.

 

Um tempo depois acabei me desligando de lá e seguindo o caminho do Jeet Kune Do, entrei de cabeça na ideia e filosofia de Bruce Lee, ele abriu minha mente e percebi que treinava horas de Shaolin mas ainda não sabia me defender de verdade.

 

A minha intenção era a autodefesa, só que como a maioria das pessoas eu achava que qualquer luta era uma forma de autodefesa, e só depois de anos que percebi a real diferença e foi com o Jeet Kune Do que pude vivenciar isso, estudando através de vários livros e vídeos que na época eram em fita cacete, tudo era difícil.

 

Hoje em dia com tanta tecnologia as pessoas ainda reclamam e não percebem o quanto acessível estão as coisas ao seu redor devido a internet. Naquela época, tive a oportunidade de dar aulas para amigos, treinar com outros amigos que praticavam outros estilos, fazer muitas amizades e inclusive com alguns mestres. Quando fui embora de Recife e cheguei a Aracaju estava com 17 anos, já tinha quatro anos de diversas experiências com as artes marciais, aqui eu tive a oportunidade de iniciar minha jornada trilhando meu próprio caminho com meus próprios pés.

 

Foi aqui que continuei desenvolvendo meu método, testando coisas aprimorando outras eliminando o que não funcionava, buscando a eficiência em um combate total e real. Tive a oportunidade de conhecer minha esposa através de um garoto que na época me conheceu quando eu estava praticando no mesmo condomínio que ele morava.

 

Ele se interessou na ideia do Kung Fu e eu falei que poderia ensiná-lo, foi ali que iniciou uma longa amizade, falei pra ele que daria aula pra ele se o pai dele deixasse, fomos até a casa dele e foi lá que conheci sua irmã, ela estava dando aula de reforço para pagar a faculdade, gostei muito dela pois era uma pessoa muito dedicada e me chamou muito a atenção.

 

Logo ela se tornou minha aluna e com minha inocência percebi que ela queria algo mais, foi ai que namoramos e ela me apoiava muito em tudo que eu fazia, ela sempre teve fé em mim e até hoje esta comigo me apoiando em cada jornada. Em 2009 resolvi me filiar a alguma organização, pois eu tinha o conhecimento de anos praticando tudo o que havia aprendido e queria ensinar de verdade, queria isso como meu trabalho para vida, pois nada na faculdade me chamava atenção e aqui no Brasil arte marcial simboliza apenas luta e nada mais.

Eu havia aprendido o que ela realmente representava e todos os seus valores e é claro a luta, mas não luta por luta, luta por um ideal com sentido lógico, machucar só por machucar não fazia sentido e ainda não faz. Uma arte marcial deve ter fundamento, eficiência, respeito verdadeiro que venha do coração sem falsidades, sem mentir para si mesmo.

 

Foi isso que eu aprendi, foi isso que o Grande mestre Bruce Lee passava, além de procurar o máximo nas artes marciais, temos que desenvolver os outros sentidos como percepção, o autocontrole, meditação para encontrarmos as respostas nos momentos mais difíceis, que sim um dia chega para todos, não tem como escapar disso e se ilude quem acha que não é necessário estar preparado para tudo.

 

Pois bem, nesta época me formei em Wing Chun em Vitória da Conquista, treinei um pouco de Boxe Chinês clássico, que me ajudou a ter mais força nos meus ataques, eu treinava quatro horas por dia e na maioria das vezes até o final de semana, não foi fácil ficar longe da minha família, dois meses de treinamento intensivo e sem ver minha mulher e filho, que nesta época já tinha três anos de idade. Quando voltei, estava muito mais forte muito bruto e violento, infelizmente tive um péssimo treinamento psicológico onde ali o que importava era vencer e não ter piedade com ninguém.

 

Tive oficialmente minha turma de Wing Chun clássico em 2010, alguns deles até hoje são mais que alunos, se tornaram amigos próximos. Em 2011 dando aula e já muito frustrado percebendo tudo o que Bruce Lee havia falado sobre eficiência, eu estava tentando trilhar o mesmo caminho dele aprendi e me formei na arte que ele tinha praticado, mas o sistema era muito falho e muito pouco eficaz para os dias de hoje, eu não tinha segurança contra técnicas de chão, percebi o quanto de força física eu usava e o quando o meu Wing Chun tinha que evoluir.

 

Como a tecnologia desta vez estava ao meu favor, conheci a WT (a versão moderna do clássico Wing Chun) e fiquei espantado com a eficiência em todos os níveis de combate real, a sua simplicidade e eficiência brutal me encantaram. Tomei uma atitude e me desliguei da associação que fazia parte e fui pessoalmente conhecer a WT em Maceió onde um alemão representante chefe na América latina residia.

Foi incrível ver o quanto eu estava certo e o quanto as minhas dúvidas de angulações das técnicas, chão e todo o resto estavam certas, era aquilo que eu procurava, entrei de cabeça muito feliz ficando um final de semana lá treinando particular com o mestre e conhecendo muito de outras organizações do Brasil, pois o mestre tinha viajado pelo país inteiro em seminários divulgando o sistema WT e nestas viagens teve a oportunidade de receber desafios e conhecer diversos professores tanto do Wing Chun clássico quanto de outras artes marciais, mostrando para cada um deles a grande eficiência que a WT era.

 

Me tornei representante chefe no meu estado com título de Sihing, tinha voltado ao inicio pois antes eu era Sifu, aperfeiçoando cada movimento, estudando durante três anos tendo aulas particulares com um de seus alunos que também era Sihing bem graduado (ele também morava em Maceió e treinava com Sifu há mais de 10 anos). Ele vinha até minha cidade e ficava hospedado em minha casa treinávamos o dia inteiro e eu mais um pouco (rsrsrs). Ele ia jantar e eu ainda ficava treinando, me dediquei muito treinava todos os dias com minha alma e muita força de vontade.

 

Nesse período dava aulas distantes de casa e sem veículo tinha que ir de bicicleta, pedalava seis quilômetros para dar uma aula onde eu nunca ficava parado sempre puxava um treino pesado com muitas técnicas e simulações de situações reais. Isso criado por mim, pois já encontrava algumas falhas no sistema de treino que me deixavam frustrado e desta vez não estava sozinho, vários outros Sihings do Brasil e fora do país estavam descontentes com a organização e por vários motivos muitos saíram em 2013. Eu ainda aguentei até 2014 onde não pude mais, me desliguei por completo, agradecendo o tempo que fiz parte e falando que a minha situação não estava boa financeiramente (o que era puramente verdadeiro).

 

Era sempre complicado evoluir, pois sempre que estava me reerguendo tinha seminário e era uma loucura organizar estes eventos, muito dinheiro para pagar, muita cobrança e eu não me sentia nada bem. Todos os meus alunos deram depoimento falando que só iam para o seminário por minha causa, e isso me fez realmente refletir se eu estava no caminho certo.

Passei um tempo sem dar aula refletindo e foi aí que resolvi fundar minha própria organização em 2014, pois havia tentando com outro Sihing que fazia parte da mesma organização que eu havia me desligado, só que ele estava em Brasília e a organização que ele tinha montado com outros Sihings estava com alguns problemas e por conta destes problemas perdi uma grande oportunidade de ter dado treinamento para agentes de segurança privada onde seria o meu retorno. Mas como isso não foi possível, tive a certeza que já era hora de ter minha própria família e iniciar aquilo que estava guardado há tanto tempo, com a ajuda de minha esposa que sempre esteve ali em todos os momentos fundamos a Associação Freestyle de artes marciais em 2014, que tinha a mesma visão do Jeet Kune Do de Bruce Lee, porém com minhas experiências vividas ao longo de 20 anos focando cada dia, cada segundo em aprender tudo que eu podia sobre artes marciais, não só chinesas, mas tudo que me proporcionasse segurança.

 

De lá pra cá, nestes três anos tivemos muitas evoluções, chegando ao que posso dizer de refinamento técnico para situações reais. E agora em 2017 fundamos a CEMA, que simboliza uma nova fase, uma fase que representa tudo que aprendi ao longo destes 20 anos.

 

Agora somos um Centro de Estudos Marciais Avançados que tem diversos métodos criados como a Tiger Defense, que é um método de defesa pessoal criado a partir de todas as experiências que tive com diversas artes marciais, tendo desenvolvido a Tiger Defense para forças de segurança e ter tido a oportunidade de ter dado treinamento para agente penitenciário, policial federal, entre outros. Adaptamos também a Tiger Defense para mulheres, um sistema todo didático que usa das alavancas e a não força para neutralizar a ameaça dando as ferramentas certas para todos os tipos de mulheres poderem combater a violência. Tivemos a oportunidade de ministrar dois cursos com diversos praticantes de bastão filipino, que apelidamos de bastão tático. O Chi Kung técnica de respiração chinesa para o cultivo da saúde física e mental e agora a volta do Wing Chun com uma ideia moderna rápida e de fácil aprendizado, dando a oportunidade que sempre quis ter a muitos entusiastas e amantes desta arte fantástica. 

 

E não para por aí, queremos agora evoluir e expandir a organização para todo o país com diversos instrutores espalhados com a forma didática do treino a distância em vídeo aula e aulas ao vivo online. Minha maior meta é fazer com que todos tenham a oportunidade que não tive, de ter um local onde possam realmente evoluir como artistas marciais, um local de respeito de transparência e flexibilidade para evoluirmos infinitamente.

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